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A IGREJA NA RUA

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A Igreja na Rua

A Praia de Ondina, próxima ao Farol da Barra em Salvador, é o point maior do carnaval Baiano, que é renomado como uma das maiores festas populares do planeta, aonde cerca de um milhão de pessoas vindas de todo o Brasil e de diversas nações do mundo, se amontoam em volta dos potentes trios elétricos, disputando um lugar para pular e dançar, até o sol raiar. Por oito dias o evento, que começa lá pelas 23h, vira a noite em um frenesi regado a muito axé, álcool, drogas e sensualidade. Os nomes mais populares da música popular brasileira vão se intercalando noite após noite para não deixar a festa acabar.
É neste ambiente, que um grupo de igrejas de Salvador encabeçadas pela Igreja Batista do Garcia, tiveram a visão de aproveitar a oportunidade e colocar, literalmente, a Igreja na Rua. Enquanto uma grande parte do contingente evangélico vão para retiros para se afastarem da carnalidade, estes irmãos fazem o caminho inverso e de forma corajosa, por 17 anos mantém uma tenda de oração e evangelismo, bem no meio da muvuca carnavalesca. Com um palco armado com luzes e som potente, por ali passam alguns nomes da música cristã brasileira, que sem maiores ganhos, vão unicamente, para proclamar a verdade de Deus, juntando mãos à fé e à coragem, que fazem desse evento, uma verdadeira luz nas trevas.
Pela segunda vez, tive a honra de estar ali, trazendo minha contribuição. Antes de mim, neste ano passaram por ali Cláudio Claro, Adhemar de Campos e o baiano Marco Allan, assim como equipes da JOCUM – Jovens com uma Missão, e alguns outros ministérios que acreditam no projeto. Como da vez anterior, encontrei também os tradicionais japoneses que continuam por toda a praia com seus cartazes pretos e amarelos com testos da palavra de Deus e distribuindo folhetos.
Os, cerca de cinco mil irmãos de participam, distribuem nas oito noites da festa, quase 50 mil folhetos evangelísticos, abordam e falam com mais de 10 mil pessoas e no final da festa, 590 vidas haviam se entregado ao Senhor Jesus. Seus nomes e endereços foram anotados pois a continuidade, faz parte da motivação e estrutura do evento. Os inúmeros testemunhos e sinais de cura, libertação e transformação de vidas são inquestionáveis. Eu mesmo tive a alegria de colher de volta para Deus, o Marcos, um folião que ouviu e identificou minha voz, enquanto cantava, a qual ouvia quando mais jovem, e ficou ali até o fim, quando pude então conversar, orar e conduzi-lo novamente a Jesus.
Meu espanto é ver o quanto nós, como igreja, precisamos crescer e sair da comodidade que nos impede de realizar a obra de Deus, de forma mais ativa e eficaz, como estes irmãos têm feito. Deixo o desafio para que possamos ser o pão de Deus partido aos famintos que estão plenamente ao nosso alcance, e continuarmos ser sal fora do saleiro e um farol na escuridão.
O projeto não realça nomes. Tem espaço para quem quiser participar. Os pastores do Garcia, juntamente com todos os outros pastores, bispos e apóstolos que ali estão, querem unicamente ver o Reino de Deus avançar.
A Igreja na Rua, tudo de bom !!!!

O NOVO HOLOCAUSTO – UM NATAL NÃO MUITO FELIZ

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O novo holocausto – Um Natal não muito feliz – (de Jerusalém Asaph Borba)

Uma grande parte do mundo, não tem a mínima ideia, do que tem sido o flagelo dos cristãos no Oriente Médio, principalmente na Síria e no Iraque. Se estendermos a análise para a África, tanto a região mediterrânea, Líbia, Argélia e Tunísia, quanto a continental, Eritreia, Sudão e Senegal, a situação de barbárie contra esta e outras minorias, se amplia ainda mais. Desde a instalação do auto denominado Estado Islâmico, a estimativa de cristãos mortos na região já passa dos 300 mil.

Já, os que foram expulsos de suas cidades e vilas, são quase 2 milhões.
Inicialmente financiado por países do Golfo Pérsico, como Qatar e Arábia Saudita, o Estado Islâmico nada mais era, que um levante Sunita, (uma subdivisão do Islã opositora aos Xiitas) que encontrou espaço no hiato de poder criado no Iraque depois da queda de Saddam Hussein e pelo rápido enfraquecimento do Estado Sírio, governado pelo Alauíta, (uma outra ramificação Xiíta), Bshar al Assad. Contudo na medida que o levante foi ganhando força, voltou-se intensamente contra a população Cristã em busca de recursos para financiarem sua causa, e, sumariamente, roubaram suas posses por onde passaram.

Fizeram isso com tirania, matando milhares de homens e escravizando mulheres e crianças. O estado de direito e relativa liberdade, que já eram frágeis em um imenso território ao norte dessas duas nações, foi dando espaço à implantação de um alto denominado Califato (comando de fiéis), mas que na verdade era uma verdadeira barbárie e carnificina contra os cristãos, outrora numerosos na região e contra outras minorias como Iázidis, Assírios e Curdos.
Ao visitar estes países e seus vizinhos, é impossível ficar inerte aos fatos e números que marcam de sangue a já sofrida história. Entretanto o que mais espanta, é a inércia do mundo livre em tomar uma atitude que possa resultar em resultados reais de mudança do problema que se amplia a cada dia. Pouco se fala sobre o assunto. Recentemente o jornal britânico Daily Mail chamou a atenção do Reino Unido para a questão, quando afirmou em sua manchete: Os Cristão estão prestes a serem varridos do Oriente Médio.

A reportagem, bem embasada em fatos, narra a rápida diminuição da cristandade na região. A verdade é gritante, e pode ser ouvida em lugares inusitados. É um verdadeiro holocausto o que está acontecendo com os Cristãos na Síria e Iraque, bradou Rick Riggings, diretor da entidade judaica Succat Hallel, em seu discurso na tribuna da Festa do Sukot (Tabernáculos) em Jerusalém. Assim como aconteceu durante o holocausto Judeu, ninguém faz nada, concluiu. Sim, é um holocausto real. No início dos conflitos, desde a invasão do Iraque pelas tropas aliadas, que ao meu ver, deu início ao processo, o número de Cristãos na região era 100 vezes maior do que é hoje, afirma a ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Em cinco anos esta população desapareceu, declarou a diretora no escritório da entidade em Amam, Jordânia. Onde foram parar? Só na cidade de Mossul, no Iraque, de mais de dois milhões de habitantes, da qual, quase a metade era Cristã, cerca de 800 mil fugiram, em um dos maiores êxodos da história.

Em relatos de pessoas que viveram o evento, um grande número pereceu pelo deserto e montanhas, principalmente os mais velhos que morreram pela ausência de água e alimento. Os outros foram sendo alocados nos campos de refugiados criados pela ONU nos países vizinhos, e, os demais, com mais recursos, invadiram as cidades das nações fronteiriças e por lá perambulam até hoje, criando todo tipo de problema social. Um alto funcionário do governo da Jordânia declarou: os poucos recursos de nossa pequena nação estão esgotados, pois nosso país aumentou sua população em 2.5 milhões de habitantes em menos de cinco anos. Na Síria o mesmo caos instalou-se e a população tanto islâmica quanto não islâmica, depois de superpovoar o vizinho e pequeno Líbano, aventurou-se por terra e por mar tentando chegar na Europa.

O custo macabro desse desespero pode ser assistido diariamente nos milhares de vidas perdidas nos naufrágios de embarcações improvisadas que banharam as praias do Mediterrâneo de corpos, só neste ano foram 5 mil vidas. A narrativa dos fatos ficam cruéis quando se descobre o número de cristãos sumariamente jogados ao mar pelos seus iguais. (ver os lincks abaixo) – http://www.dailymail.co.uk/…/Pray-Allah-ll-throw-overboard-… – http://www.telegraph.co.uk/…/muslim-migrant-boat-captain-f…/
Porém o foco deste relato é lançar luz sobre o assunto, buscando apoio de ações e orações chamando a atenção acerca da sorte de nossos irmãos tanto evangélicos, quanto siríacos ortodoxos.

A realidade informada recentemente pelo atual patriarca iraquiano, é que, só nos últimos anos, mais de 200 mil cristãos foram mortos pelo ISIS. Os que morreram contudo, parecem ter tido melhor sorte do que aqueles que ficaram. Homens e crianças escravizados e mulheres se tornaram escravas sexuais, muitas delas vendidas em praça pública em um espetáculo de vergonha e dor inimaginável em pleno século 21, assistidos por milhões em filmes do U-tube e em postagens dos próprios terroristas.

Contudo, posso também afirmar, pelo conhecimento e proximidade com a questão é que nada disso tem abalado a fé dessa imensa população cristã, pelo contrário, o testemunho de amor e perdão ecoa bem mais alto que as marcas do sofrimento, como declarou a pequena Myrian à Rede de TV SAT 7, quando questionada sobre o que ela sentia pelos que a fizeram sofrer: Eu não sinto ódio e perdoo a todos eles, declarou a pequenina, quero que conheçam o amor de Cristo , finaliza. Não se tem notícia de um só cristão que tenha se convertido ao islamismo frente às ameaças pré morte. Pode haver, mas ninguém conhece.
Na medida em que as forças iraquianas e seus aliados vão retomando territórios, como está acontecendo em Mosul, assim como na Síria, a verdade vai aparecendo. Uma recente vala com milhares de corpos de cristãos foi descoberta recentemente e vista ser de ortodoxos. Na Síria o relato é de não existirem mais cristãos ou Igrejas nos territórios do ISIS. Cada vez mais a realidade gritante de um verdadeiro extermínio pode ser comprovado.

A ONU não faz a devida separação entre etnias e grupos religiosos, primariamente em função de sua política de neutralidade. Porém olhando com mais profundidade, é notável que esta posição é devido também à sua dependência financeira de muitas nações árabes que cooperam substancialmente para a sustentação de seus projetos humanitários dentro e fora deste cenário. Politicamente a entidade tem se deixado levar pelas tendências anti cristãs e semitas, isentando-se de qualquer pressão contrária.

Não se pode contudo afirmar, que toda a população Islâmica apoia as atrocidades, mas podemos sim dizer que a grande maioria, é inerte aos fatos. Não se importando, com o que é feito às minorias. Conclui-se portanto, que o radicalismo islãmico é, sem dúvida, a plataforma para o caos, desgoverno e genocídio no Oriente Médio. Este quadro de horror tem que ser mostrado à sociedade, parlamentos e governos dos países livres, para que haja uma pressão política junto aos órgãos internacionais para que estas populações sejam identificadas e protegidas, antes que seja tarde demais. Quanto a nós cristãos de todo o mundo podemos além de orar, gerarmos recursos e projetos para socorrer nossos irmãos pelo mundo afora.
FELIZ NATAL irmãos queridos!!!!!

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