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JORDÂNIA 2018

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Nesses dias completei 21 anos de trabalho no Oriente Médio. Um tempo marcado por um profundo envolvimento e comunhão com a comunidade cristã, nessa região onde é o berço de nossa fé.

O começo foi singelo, porém, a envergadura dos projetos foram crescendo, fazendo com que no decorrer dos anos, tudo aquilo que Deus nos deu para realizar e compartilhar, foi se tornando em uma caminhada de serviço, influência e, principalmente, credibilidade.

A sede de nosso projeto sempre foi Amã na Jordânia, aonde estão a maioria de nossos relacionamentos, apesar de que nosso trabalho extrapolou em muito as fronteiras Jordanianas. Chipre, Síria, Líbano, Turquia, Dubai, Abu Dhabi, Egito, Israel e Palestina, foram nações por onde passamos, ministrando nas igrejas, gravando, produzindo programas de rádio e video clips para TV e, fazendo congressos de adoração, 15 no total, contando com o que participamos nesse ano. Ainda tive a oportunidade de traduzir meu livro, Adoração, quando a fé se torna amor, para o árabe, o qual, devagar, está sendo distribuído por toda a região. Além de tudo, participamos também do resgate de alguns irmãos refugiados os quais levamos para o Brasil, dos quais ainda cuidamos.

Em tudo vimos o cuidado inequívoco das mãos de Deus que nos protegeu e sustentou em cada instante dessa caminhada, muitas vezes dura, mas, sempre frutífera e crescente.

Hoje estou colhendo os frutos. Em cada viagem, a grande dificuldade é ter agenda para a demanda, pois tenho convite de um grande número de Igrejas que chegam fazer cultos nos dia de semana, para me receberem, a quem atendo sempre com alegria, pois independente de denominação sou acolhido por todos, com expectativa e amor.

A Jordânia continua sendo um lugar abençoado e pacífico. Mesmo tendo todos seus vizinhos envolvidos em conflitos. Poucos dias atrás, assolados por uma carga tributária demasiada, o povo foi às ruas, mas, de forma absolutamente civilizada, o que promoveu a queda do primeiro ministro e de seu gabinete, contudo nada disso alterou a ordem local, e assim, tudo voltou ao normal sob a liderança do Rei Abdulah, que tem vocação  para paz. Por isso é aqui que estamos embrionando a continuidade de outros projetos procurando envolver os irmãos que estão nas zonas de conflito e que necessitam urgente de todo apoio possível.

O Congresso esse ano foi liderado por um dos grupos que tem estado conosco em congressos anteriores e que faz um encontro de adoração e edificação todos os anos aqui em Amã. Esse ano fui convidado como preletor e basicamente ministrei os tópicos do meu livro, que depois de traduzido para o Árabe, tem sido de bom uso pelos irmãos.

Mas, como sempre, Deus nos surpreendeu. Não só o encontro foi de grande bênção para os cerca de 120 jovens que lá estiveram, mas, também o que veio depois, me trouxe grande alegria.

Como tenho feito todos os anos, aproveito a oportunidade para ministrar em diversas igrejas da cidade, a para isso, faltam dias, de tantos que são os convites. Entretanto os dias que me sobraram fui a três diferentes Igrejas. Em todas ministrei o louvor com as oito canções em árabe que canto e todos conhecem, e também preguei. A reunião de domingo na Igreja do Nazareno nas cercanias de Amã, foi inusitada, pois foi a primeira vez que encontrei com esses irmãos. O pequeno grupo que lá estava recebeu com alegria o que o Senhor me deu para compartilhar. Na segunda feira, a igreja eu já conhecia, pois foi  quem acolheu uma de nossas conferências na Jordânia alguns anos atrás. O pastor avivado estava com  grande expectativa, e assim, tivemos uma reunião cheia de alegria e do  mover de Deus. A presença de um expressivo grupo de brasileiros que estão na região, deu um toque especial nesse encontro.

Para o último dia Deus deixou algo especial. Quando cheguei na Igreja Aliança, quase não havia lugar para estacionar. Os pequenos ônibus amarelos estavam por toda parte, anunciando que algo especial estava acontecendo por ali. Sim estava! Essa Igreja aonde costumo ir nesses 21 anos estava entupida de gente. Por mais de 10 anos essa comunidade serve e abençoa os refugiados iraquianos que estão por ali desde a guerra do golfo em 1991. Todas as terças feiras essa igreja abre suas portas para que essas pessoas, que ainda vivem sem expectativas, possam usufruir um pouquinho do amor e da graça de Deus. Nesse dia tive a honra de cantar e pregar para essa gente. Falei sobre cura e no final, tive a oportunidade de por em prática o que preguei orando pelas pessoas que ali estavam.

A não ser pela mala perdida na chegada, essa foi uma das minhas mais abençoadas viagens, que ainda teve o bônus de uma ministração em Londres com meus amigos João Osmar e Lilian na Igreja Lagoinha London com um grupo expressivo de irmãos que fizeram de minha 10a  reunião dessa semana, algo muito especial.

Sem dúvida, continuo sentindo que Deus fez de minha vida uma dessas abelhinhas que distribui a essência de Deus pelo mundo afora.

Obrigado aos queridos Marco Reis, Amer Matalka, Aniz Zarowd, Tatyana, Pastor Yussef, João Osmar, minha família e tantos irmãos junto com as muitas igrejas que supriram os recursos que fizeram dessa jornada um momento muito especial em minha vida e ministério.

Com amor

Asaph Borba

Bridges of Love Ministries

ATAQUE AOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS

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Asaph Borba

No mês de julho de 2013, eu estive participando, como cantor e pregador, da Jornada Mundial da Juventude, um evento da Igreja Católica, para o qual fui convidado por um líder da Renovação Carismática do Vaticano. A princípio, hesitei em aceitar o convite, mas, depois, ponderando com meus líderes em Porto Alegre, concluí que seria uma boa oportunidade, não para um simples ecumenismo, mas para estreitar laços cristãos e levar a um público diferente aquilo que Deus tem me dado como ênfase de vida e ministério: proclamar o louvor e a adoração, bem como, o amor do Pai em toda a Terra e para toda criatura.
Diferentemente do que eu imaginava, encontrei naquele evento muita gente sedenta por Deus. Porém, o que mais me chamou a atenção foram as mensagens proferidas pelos que me antecederam no altar. Alguns dos palestrantes proclamaram, sem papas na língua, ao falarem sobre sexualidade, que Deus tinha mais do que apenas homo afetividade para a vida de homens e de mulheres, e que o Pai nos fez macho e fêmea, e que qualquer outra coisa não é gênero, mas, sim, atos comportamentais. Confesso que não sabia que os católicos tivessem um posicionamento tão firme acerca do assunto, o que me fez entender também, que acerca desse tema, sofrem as mesmas pressões que os evangélicos.
Nos dias atuais, estamos vivenciando um ataque sem precedentes aos princípios que norteiam a vida familiar cristã. Estão querendo nos fazer crer que existem mais do que dois gêneros – masculino e feminino. Infelizmente, existe uma “minoria” que quer fazer com que a “maioria” da população acredite que é normal que uma menina de 5 anos interaja com naturalidade com um homem adulto nu desconhecido, mesmo que a lei brasileira afirme o contrário. Além disso, a grande mídia quer impingir sobre a população que é normal que um casal composto por dois “homens” europeus adotem, com facilidade e com naturalidade, crianças brasileiras, sem qualquer restrição, e chamem isso de família normal e feliz. Pelo amor de Deus, que essa gente manipuladora saiba que não somos nem tolos, nem alienados.
A meu ver, é fácil compreender que essa polêmica não passa de uma cortina de fumaça lançada e permitida por esses que usurpam o poder de nossa pátria. Primeiramente, aqueles que creem que os recibos de “31 de junho” e “31 de novembro” são verdadeiros, e outros, aqueles que acreditam que o impeachment foi legítimo e que o governo vigente é mais do que competente para gerir os rumos da nação. Minha gente, isso é parte de uma falácia que se apoderou do Brasil, para roubar, matar e destruir. Prova disso é a constante tentativa de inclusão da Ideologia de Gênero, na Base Nacional Comum Curricular, ato que tem sido, graças a Deus, constantemente barrado por reação da sociedade.
Mas tem mais. Recentemente, uma revista de circulação nacional declarou que os evangélicos são uma gente que incomoda, assunto sobre o qual já me manifestei. O livro bíblico Atos dos Apóstolos já declarava isso, há dois mil anos: “e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos” (16.20-21). Esse incômodo não é proporcionado apenas pelos evangélicos. O contingente católico, que é enorme em nossa pátria, também não concorda com a aberração que está sendo enfiada goela abaixo da sociedade brasileira, fazendo com que os valores da família, que protegem a pureza, a integridade, o casamento, e a castidade, sejam abertamente menosprezados e ridicularizados por uma minoria que crê, por exemplo, que um homem beijando outro homem, é normal, e que uma mulher se casando com outra mulher, seja algo aceitável.
Creio que chegou a hora de nossa sociedade majoritária, considerada retrógrada, pelos seguimentos liberais começar por limites em tudo isso. Não importa se você é católico, ou evangélico, ou judeu. Nossos valores com respeito à família são idênticos. Mesmo que, poucos tenham coragem de dizer isso, chegou a hora de dar um basta a esta palhaçada. O Brasil assiste inerte, que, em nome da arte, alguém se refira a um menor como “criança viada travesti da lambada” ou outros adjetivos que levem ao entendimento de que possam ser assim referidos, ou, que se envie às bibliotecas das escolas públicas, como está fazendo um banco no Rio Grande do Sul, que distribui um livro recheado de desenhos que mostram zoofilia e outras atrocidades congêneres, mesmo que seja debaixo da bandeira cega da cultura, a meu ver, cultura inútil e degenerada. O governo precisa entender que a maior parte da sociedade não concorda com isso, e que temos o direito constitucional de fazê-lo.
O que está sendo atacado não é simplesmente a fé, mas os princípios e valores que direcionam a vida tanto de evangélicos, quanto de católicos que querem viver uma vida em acordo com a Bíblia. E seguramente podemos incluir a esse grupo, os judeus e também outras pessoas, que, mesmo não declarando qualquer religião, discordam dessa ditadura comportamental que estão tentando impor de forma imoral sobre a sociedade brasileira.
Gostaria de deixar registrado que tem sido louvável a atitude de parlamentares federais, estaduais e municipais, assim como, de prefeitos e de governadores, que estão tomando posicionamentos claros para barrar essas aberrações. Sem dúvida, precisamos nos unir como nação CRISTÃ e apoiar tais iniciativas de enfrentamento a esses absurdos. Assim estaremos exercendo cidadania consciente e responsável e, acima de tudo, honrando os valores de nossa fé.