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EDUARDO CAMPOS FEZ BEM A BOA MARINA

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MARINA

 

 

Ela já foi candidata à Presidente da República, em 2010, teve aproximadamente 20 milhões de votos. Na época, “ainda desconhecida” por grande parte da população, se tornou um fenômeno e uma esperança para quem buscava um novo quadro político na democracia brasileira.

Marina decidiu fundar um novo partido, penso eu, que crendo que o que estava aí não lhe representava ideologicamente. Porém, a Rede de Sustentabilidade não conseguiu se tornar realidade para as eleições de 2014. E ali acabava o sonho de Marina, ser candidata à presidente da república? Parecia, foram dias em que percebemos uma Marina triste, uma militância sem esperança, já que coletaram milhares de assinaturas para legitimar Marina candidata.

No apagar das luzes de esperança, surge um Governador do Nordeste com um sonho tão utópico quanto o de Marina – Ser Presidente da República. Nascia ali o convite de Eduardo Campos para candidato e Marina Silva, vice.

Com a parceria, nasceu um tempo de desconfianças, como pode dar certo? Eles são tão diferentes.

E todos, todos estavam contando as horas para os primeiros “arranca rabos” entre Eduardo e Marina. Porém, outra coisa bem diferente aconteceu, falar sobre isso na política soa como ingênuo, mas não vou deixar de falar: os olhares brilhavam. Pareciam apaixonados! As diferenças se tornaram virtudes da chapa do PSB. Eduardo, empreendedor, arrojado, impulsivo. Marina, sabida, pensadora, conservadora.

Foram 10 meses de muitas reuniões, entrevistas, acordos, imagino, também, brigas e gargalhadas.

Nascia um Novo Eduardo e uma Nova Marina, agora o bom do outro já fazia parte dos dois. Um Eduardo mais leve, uma Marina mais segura.

No dia 13 de Agosto, por volta das 10h da manhã, chovia muito em Santos – São Paulo, onde Eduardo Campos participaria de uma agenda política, o avião que estava o candidato e sua comitiva (6 pessoas) caiu, morria ali, aos 49 anos, Eduardo Campos.

Marina Silva sentiu o baque, o amigo Eduardo morria e com ele, ia também um conjunto de valores que ela aprendeu a admirar ao longo dessa curta jornada juntos.

A Marina que buscou com todas as forças criar a rede e não conseguiu…

A Marina que fez uma aliança com Eduardo Campos e que todos diziam que não durava uma semana…

Marina, agora, é candidata à Presidente da República.

Porém, não é a mesma Marina…

É a Marina que não conseguiu fundar a Rede, que conviveu 10 meses com o jovem Eduardo Campos…

Já não pensa do mesmo jeito, passou a entender que era necessário rever algumas posições sem perder a paixão pelo Brasil.

Ouviu de Eduardo: “Não desista do Brasil”, incorporou as suas crenças e decidiu romper com a própria Marina para deixar de ser a candidata, para ser a Presidente.

Faltam 30 dias para o final da corrida presidencial, não sabemos onde a onda Marina chega. Porém, é bonito ver, independentemente do resultado, a história de Marina. Caso Marina chegue a ser presidente, o que é possível, Eduardo fez bem à boa Marina.

Asaph Borba

 

foto: Pedro França/Futura Pressfoto: Pedro França/Futura Press
Publicado por Fabio Silva

HORA DE REFLETIR

1 comentário

Sempre, uma eleição majoritária, em que um novo presidente é eleito, ou reeleito, se torna um evento importante para a nação. Mas, creio que dessa vez, me parece ter o pleito de 5 de outubro, uma relevância ainda maior, em razão da época em que vivemos. Poucas eleições que acompanhei e participei em minhas mais de cinco décadas de vida, mostraram ser tão importantes como esta que estamos por passar no Brasil.

Primeiramente, se a presidente Dilma for reeleita, consolidará o quarto mandato de um mesmo partido no poder, que já mostra com clareza desgastes nas instituições. Isto deve-se ao fato desse partido e seus aliados, terem claramente um projeto de perpetuar-se no poder e não mais, um projeto de governança da nação , o que leva a “Presidenta” a tomar medidas pífias para resolver os verdadeiros problemas do país, tanto sociais, quanto econômicos, dando sinais claros de enfraquecimento para promover transformações. Além disso os demais poderes, judiciário e legislativo, foram se adaptando a um governo longo, permitindo que as instituições públicas se tornassem um poço crescente de corrupção. Mesmo os programas Bolsa Família e Mais Médicos que ajudam uma parcela da população carente, não trazem desenvolvimento.. Posso dizer que os primeiros anos dessa legenda no poder, trouxe alguma prosperidade econômica, mas agora cobra a conta. Inflação, desemprego, máquina pública inchada e ineficiente, mostram a necessidade urgente de mudança.

Em segundo lugar, esta eleição teve também uma troca repentina de seus atores. Eduardo Campos, que parecia não tão empolgante para o eleitorado, ao morrer de forma trágica, muda o balanço de interesse e visibilidade sobre sua pessoa e legenda, e catapulta, à cena principal do pleito, sua candidata a vice presidência, Marina Silva, que meses antes foi impedida de registrar o seu partido Rede de Sustentabilidade.

É hora portanto de refletir. Mesmo que os demais participantes da corrida eleitoral tenham a mesma possibilidade, é inegável que Deus interviu, fazendo com que Marina Silva, uma mulher simples e cristã, possa ter chances reais de ser eleita, o que promoverá, por certo, uma reviravolta e oxigenação na política nacional.

A Igreja nessa hora deve se colocar em oração, para que a pessoa certa possa vir a governar, pois todo o governo e autoridade provém de Deus, sendo esta pessoa homem ou mulher! Nada temos se do alto não nos for dado.
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar”. 2Crônicas 7:14

O nosso Brasil, a beira de uma recessão, precisa de cura !