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O NOVO HOLOCAUSTO – UM NATAL NÃO MUITO FELIZ

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O novo holocausto – Um Natal não muito feliz – (de Jerusalém Asaph Borba)

Uma grande parte do mundo, não tem a mínima ideia, do que tem sido o flagelo dos cristãos no Oriente Médio, principalmente na Síria e no Iraque. Se estendermos a análise para a África, tanto a região mediterrânea, Líbia, Argélia e Tunísia, quanto a continental, Eritreia, Sudão e Senegal, a situação de barbárie contra esta e outras minorias, se amplia ainda mais. Desde a instalação do auto denominado Estado Islâmico, a estimativa de cristãos mortos na região já passa dos 300 mil.

Já, os que foram expulsos de suas cidades e vilas, são quase 2 milhões.
Inicialmente financiado por países do Golfo Pérsico, como Qatar e Arábia Saudita, o Estado Islâmico nada mais era, que um levante Sunita, (uma subdivisão do Islã opositora aos Xiitas) que encontrou espaço no hiato de poder criado no Iraque depois da queda de Saddam Hussein e pelo rápido enfraquecimento do Estado Sírio, governado pelo Alauíta, (uma outra ramificação Xiíta), Bshar al Assad. Contudo na medida que o levante foi ganhando força, voltou-se intensamente contra a população Cristã em busca de recursos para financiarem sua causa, e, sumariamente, roubaram suas posses por onde passaram.

Fizeram isso com tirania, matando milhares de homens e escravizando mulheres e crianças. O estado de direito e relativa liberdade, que já eram frágeis em um imenso território ao norte dessas duas nações, foi dando espaço à implantação de um alto denominado Califato (comando de fiéis), mas que na verdade era uma verdadeira barbárie e carnificina contra os cristãos, outrora numerosos na região e contra outras minorias como Iázidis, Assírios e Curdos.
Ao visitar estes países e seus vizinhos, é impossível ficar inerte aos fatos e números que marcam de sangue a já sofrida história. Entretanto o que mais espanta, é a inércia do mundo livre em tomar uma atitude que possa resultar em resultados reais de mudança do problema que se amplia a cada dia. Pouco se fala sobre o assunto. Recentemente o jornal britânico Daily Mail chamou a atenção do Reino Unido para a questão, quando afirmou em sua manchete: Os Cristão estão prestes a serem varridos do Oriente Médio.

A reportagem, bem embasada em fatos, narra a rápida diminuição da cristandade na região. A verdade é gritante, e pode ser ouvida em lugares inusitados. É um verdadeiro holocausto o que está acontecendo com os Cristãos na Síria e Iraque, bradou Rick Riggings, diretor da entidade judaica Succat Hallel, em seu discurso na tribuna da Festa do Sukot (Tabernáculos) em Jerusalém. Assim como aconteceu durante o holocausto Judeu, ninguém faz nada, concluiu. Sim, é um holocausto real. No início dos conflitos, desde a invasão do Iraque pelas tropas aliadas, que ao meu ver, deu início ao processo, o número de Cristãos na região era 100 vezes maior do que é hoje, afirma a ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Em cinco anos esta população desapareceu, declarou a diretora no escritório da entidade em Amam, Jordânia. Onde foram parar? Só na cidade de Mossul, no Iraque, de mais de dois milhões de habitantes, da qual, quase a metade era Cristã, cerca de 800 mil fugiram, em um dos maiores êxodos da história.

Em relatos de pessoas que viveram o evento, um grande número pereceu pelo deserto e montanhas, principalmente os mais velhos que morreram pela ausência de água e alimento. Os outros foram sendo alocados nos campos de refugiados criados pela ONU nos países vizinhos, e, os demais, com mais recursos, invadiram as cidades das nações fronteiriças e por lá perambulam até hoje, criando todo tipo de problema social. Um alto funcionário do governo da Jordânia declarou: os poucos recursos de nossa pequena nação estão esgotados, pois nosso país aumentou sua população em 2.5 milhões de habitantes em menos de cinco anos. Na Síria o mesmo caos instalou-se e a população tanto islâmica quanto não islâmica, depois de superpovoar o vizinho e pequeno Líbano, aventurou-se por terra e por mar tentando chegar na Europa.

O custo macabro desse desespero pode ser assistido diariamente nos milhares de vidas perdidas nos naufrágios de embarcações improvisadas que banharam as praias do Mediterrâneo de corpos, só neste ano foram 5 mil vidas. A narrativa dos fatos ficam cruéis quando se descobre o número de cristãos sumariamente jogados ao mar pelos seus iguais. (ver os lincks abaixo) – http://www.dailymail.co.uk/…/Pray-Allah-ll-throw-overboard-… - http://www.telegraph.co.uk/…/muslim-migrant-boat-captain-f…/
Porém o foco deste relato é lançar luz sobre o assunto, buscando apoio de ações e orações chamando a atenção acerca da sorte de nossos irmãos tanto evangélicos, quanto siríacos ortodoxos.

A realidade informada recentemente pelo atual patriarca iraquiano, é que, só nos últimos anos, mais de 200 mil cristãos foram mortos pelo ISIS. Os que morreram contudo, parecem ter tido melhor sorte do que aqueles que ficaram. Homens e crianças escravizados e mulheres se tornaram escravas sexuais, muitas delas vendidas em praça pública em um espetáculo de vergonha e dor inimaginável em pleno século 21, assistidos por milhões em filmes do U-tube e em postagens dos próprios terroristas.

Contudo, posso também afirmar, pelo conhecimento e proximidade com a questão é que nada disso tem abalado a fé dessa imensa população cristã, pelo contrário, o testemunho de amor e perdão ecoa bem mais alto que as marcas do sofrimento, como declarou a pequena Myrian à Rede de TV SAT 7, quando questionada sobre o que ela sentia pelos que a fizeram sofrer: Eu não sinto ódio e perdoo a todos eles, declarou a pequenina, quero que conheçam o amor de Cristo , finaliza. Não se tem notícia de um só cristão que tenha se convertido ao islamismo frente às ameaças pré morte. Pode haver, mas ninguém conhece.
Na medida em que as forças iraquianas e seus aliados vão retomando territórios, como está acontecendo em Mosul, assim como na Síria, a verdade vai aparecendo. Uma recente vala com milhares de corpos de cristãos foi descoberta recentemente e vista ser de ortodoxos. Na Síria o relato é de não existirem mais cristãos ou Igrejas nos territórios do ISIS. Cada vez mais a realidade gritante de um verdadeiro extermínio pode ser comprovado.

A ONU não faz a devida separação entre etnias e grupos religiosos, primariamente em função de sua política de neutralidade. Porém olhando com mais profundidade, é notável que esta posição é devido também à sua dependência financeira de muitas nações árabes que cooperam substancialmente para a sustentação de seus projetos humanitários dentro e fora deste cenário. Politicamente a entidade tem se deixado levar pelas tendências anti cristãs e semitas, isentando-se de qualquer pressão contrária.

Não se pode contudo afirmar, que toda a população Islâmica apoia as atrocidades, mas podemos sim dizer que a grande maioria, é inerte aos fatos. Não se importando, com o que é feito às minorias. Conclui-se portanto, que o radicalismo islãmico é, sem dúvida, a plataforma para o caos, desgoverno e genocídio no Oriente Médio. Este quadro de horror tem que ser mostrado à sociedade, parlamentos e governos dos países livres, para que haja uma pressão política junto aos órgãos internacionais para que estas populações sejam identificadas e protegidas, antes que seja tarde demais. Quanto a nós cristãos de todo o mundo podemos além de orar, gerarmos recursos e projetos para socorrer nossos irmãos pelo mundo afora.
FELIZ NATAL irmãos queridos!!!!!

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O Cristão e o “Impeachment”

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“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar” – 1 Crônicas 7:14 e 15

Nestes últimos dias a palavra mais falada no Brasil foi impeachment. Palavra importada do inglês que quer dizer: impedimento. O termo é usado para o ato de afastamento de seu cargo de um mandatário do executivo, municipal, estadual ou federal, de seu ou de um ministro STF, quando acontece alguma irregularidade que o impeça de continuar o seu mandato. Ao votar pela continuidade do processo de impedimento, a Câmara dos Deputados Federal, por grande maioria, entendeu que as pedaladas fiscais, crime majoritário pela qual a Presidente Dilma Rousseff está sendo acusada, são suficientes para a radical ação parlamentar. Junto com a discussão vem a polarização. De um lado os governistas gritando: golpe. Do outro os oposicionistas gritando: fora.

Mas qual será o lado certo? Se olharmos para o atual governo vamos ver inúmeras razões relacionadas à corrupção que envolve o governo do Partido dos Trabalhadores e seus aliados, em todos os níveis possíveis. Fora as delações e gravações trazidas à luz pela operação Lava Jato que desnudam ainda mais a política brasileira, que envergonham e descredibilizam a nação, mostrando que os avanços obtidos pelos últimos governos, tiveram o preço alto da roubalheira indiscriminada que está levando para o banco dos réus os principais executivos das maiores empresas nacionais.
Infelizmente a oposição que encabeça o impedimento, está também toda comprometida com os mesmos eventos de gestão fraudulenta. Até sobre alguns membros do judiciário, paira a desconfiança frente às tendências pro governistas demonstradas por alguns magistrados durante as votações do mensalão e mais recentemente na apuração das últimas eleições, e também, nas inúmeras delações, algumas delas gravadas e expostas ao público, que apontam para magistrados.

No meio de tudo isto está a Presidente Dilma Rousseff . Seu crime majoritário são as pedaladas fiscais. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a “pedalada fiscal” foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) e autarquias, como o INSS. O objetivo do Tesouro e do Ministério da Fazenda era melhorar artificialmente as contas federais. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores do que elas deveriam ser na prática e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas. Para os governistas, acostumados à contravenções maiores, o fato não tem importância, mas, como já se manifestou o judiciário: é crime sim. E é sério, pois é um dos fatores que está levando a economia brasileira para o buraco.

Assim sendo me pergunto, qual seria como cristão a minha posição. Golpe ou fora? Creio que ao se comprovar o crime de responsabilidade da mandatária brasileira, não é injusto concordar com o afastamento. Principalmente pelo fato de que ao ser impedida, Dilma Rousseff leva consigo uma máquina viciada e corrupta entranhada no poder por quase 15 anos, que está deixando marcas, econômicas e sociais, irreparáveis. Entretanto, se olharmos para o quadro sucessório, o horizonte não é promissor, pelo contrário, é igualmente preocupante. O projeto vigente de poder, que cai com o governo Lula/Dilma, pode continuar de igual ou pior maneira com os nomes que estão à porta querendo entrar. O Vice Presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowsky, não gozam da credibilidade nacional e internacional para realavancar o Brasil.

Portanto, como cristão meu posicionamento é de oração. Oração sem ódio ou partidarismo. Desejando unicamente que a justiça de Deus seja feita, pois sei que todo governo é permitido por ELE. Minha posição é de me humilhar debaixo da poderosa mão do Eterno, clamando que este cure nossa terra. Estar na brecha da intercessão por aqueles verdadeiramente comprometidos em trazer a criminalidade para a luz, a fim de que sejam guardados. E por fim, eu oro para que ninguém seja injustiçado, mas sim, todo aquele que semeou crime e corrupção, colha os frutos. Que ao terminar esse processo o Brasil esteja melhor e fortalecido em suas instituições e que os poderes satânicos que por certo, influenciam tudo isso, sejam repreendidos em nome de Jesus. Em vez de golpe ou fora, minha oração é: VENHA O TEU REINO E TUA JUSTIÇA, ÓH DEUS, SOBRE A NAÇÃO BRASILEIRA!

Asaph Borba