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Meu livro Adoração: Quando a fé se torna amor

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            Adoração: Quando a fé se torna amor – A História - (Asaph Borba)           

Demorou 10 anos, mas aqui está o meu primeiro livro. Adoração: Quando a fé se torna amor

Começou como um simples compilar de ideias e verdades sobre as quais tenho ensinado, desde o princípio de meu ministério, como músico e palestrante em inúmeros encontros, realizados pelo Brasil e mundo afora.

Eu não imaginava o quão difícil é escrever, e principalmente, fazê-lo com profundidade. Transformar o pensar em não apenas em um falar, porém em algo escrito, que será lido por mim e por muitos pelo resto da vida. Sem dúvida a tarefa se tornou um dos meus maiores desafios.

A primeira vez que submeti os esboços desse projeto a uma revisão, foi um balde de água fria. As folhas eram pequenas para o número de erros nelas apontadas por meu paciente pastor e amigo Moysés Moraes. Sem falar da autocrítica, a qual colocou o projeto na gaveta.

Dei então a luz a algo mais fácil: contar minha história de vida, o que me pareceu muito mais simples. Aproveitando minha boa memória me pus então a escrever. No decorrer da narrativa me deparei com um problema sério. Minha história não acaba nunca. Tem começo, meio mas não termina, a cada mês que passa um novo evento surge e ao meu ver, não pode ficar de fora. O projeto não morreu, apesar de não estar ainda terminado.

No ano de 2008, por força de um sonho e do desejo de desenvolvimento, principalmente na área de multimídia, prestei vestibular e entrei na faculdade de jornalismo do Centro Universitário Metodista, em Porto Alegre. Para minha surpresa, uma das ênfases inesperadas do curso era a redação jornalística, que  me levou a aprender e ter gosto por escrever. Pelos meus cálculos, foram umas 500 páginas divididas em notas, reportagens, entrevistas, redação para jornal, revista, rádio, televisão e internet. Cada uma delas com regras de linguagem diferentes e professores exigentes que achavam erros, onde eu tinha absoluta certeza da perfeição. Regras infinitas que retiravam os vícios de linguagem e escrita, acumulados no decorrer da vida. Mas fui até o fim, quando tive então, que apresentar uma monografia e um trabalho de conclusão de curso com quase 100 páginas de escrita e mais escrita.

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Dilema de Israel e a Palestina

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O dia quente, beirando os 40 graus, confirma a intensidade do verão desértico no Oriente Médio. Na medida em que o pequeno ônibus vai descendo o Vale do Jordão deixando para trás a cidade de Mádaba e as montanhas jordanianas de Gileade, o calor aumenta mais ainda. No último check point da Jordânia o coletivo dá uma parada seguindo viagem na direção da ponte Allemby, nome  em homenagem a um general inglês, proeminente na região na época que antecedeu a criação do estado de Israel. Ao cruzar a ponte, rapidamente pode-se vislumbrar o rio Jordão, que nesse ponto alcança o Mar Morto como um pequeno porém bonito córrego. Nos primeiros metros, já dentro da fronteira israelense o ambiente muda. A  checagem da documentação retarda o coletivo por quase 30 minutos, levando os viajantes a uma impaciência geral, frente ao calor de mais de 40 graus, comuns no vale do Jordão, com seus mais de 400m abaixo do nível do mar. Com sol ardente, tudo cercado por deserto, rara vegetação, parece um forno.

Quando, entretanto, o coletivo chega ao lugar de imigração e entrada oficial do estado de Israel, é que a situação realmente esquenta. Centenas de palestinos, homens, mulheres e crianças, aglomeram-se debaixo de uma tenda branca, aonde uma fila desorganizada é controlada por dois jovens soldados a paisana, com óculos escuros, armados com pistola e fuzil Uzzi. Um ventilador de grande porte, atenua o calor e umidifica o local. Os dois guardas olham de frente para o contingente formado basicamente por palestinos desesperados  em atingir seu objetivo de entrar no território Israelense. Sabe-se que estão indo para Gaza, Ramalah, Nazaré, Hebrom, Nablus e Belém, que são os principais redutos onde vive essa minoria, que disputa com os Judeus o pequeno território de Sião.

Eu e os dois americanos que me acompanhavam, fomos tomando lugar na fila e esperando. A garrafinha de água é a salvação, que a este ponto já era compartilhada pelo trio. Pouco tempo depois, por estarem sem bagagem, meus companheiros, foram chamados, e sumiram dentro do saguão logo atrás do guichê. Mas eu fiquei. Um outro guarda gritava pela minha bagagem, que foi colocada por mim sobre uma grande pilha de malas, sacolas de todos os tipos e bugigangas, que saiam de dentro dos ônibus que não paravam de chegar da Jordânia.

Jerusalém

A fila ia andando devagar pois a verificação dos passaportes era minuciosa e lenta, até que a funcionária gritou: coffee break. A moça simplesmente sumiu, voltando 30 minutos depois, deixando todos derretendo no calor.

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