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Barack Obama e a agenda gay

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Aproveitando minha estada em Washington, capital Americana, decidi ver de perto alguns dos tópicos prioritários para o segundo mandato de Barack Obama, que iniciou neste mês de janeiro de 2013.  Me chamou atenção, já nas festividades de posse, três ocorrências, que apesar de desapercebidas para a mídia internacional, tiveram relevância junto a crítica conservadora interna.

 O primeiro, foi o fato do poeta Richard Blanco, 44, declaradamente gay, ter sido convidado para participar na cerimônia. O segundo, foi o cancelamento da participação na programação, do Pastor Louie Giglio, abertamente contrário ao casamento de pessoas do mesmo sexo, e o terceiro, foi a foto divulgada na Internet, de dois homens em beijos e carícias, sem nenhum constrangimento durante o baile oficial.

 Junto aos dados acima citados, tive acesso  a um memorando expedido pela Casa Branca em 2011:

(http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2011/12/06/presidential-memorandum-international-initiatives-advance-human-rights-l) que vem pautando a ampliação da influência americana no que diz respeito à  proteção dos direitos dos homossexuais pelo mundo a fora. O texto expõe o quanto o executivo está comprometido com o que tem sido chamado, por aqui bem como no Brasil, de agenda gay.

O documento relata com clareza a utilização da máquina diplomática americana como instrumento de pressão política contra qualquer nação aonde a minoria em questão sofre qualquer tipo de perseguição ou descriminação, chegando ao ponto de oferecer aos mesmos, proteção e asilo. Poucos assuntos tem tido mais repercussão na opinião pública americana, como este. Segundo Gail Stoll, fazendeira, moradora do estado de Illinois, no centro do país, o atual governo tem dado demasiada importância aos direitos dos homossexuais, deixando contudo de tratar de outros assuntos. “Existem direitos mais urgentes sendo deixados de lado”, conclui.

 Porém, o principal aspecto defendido pela minoria GLS, com respeito ao tema, isola-se praticamente em um ponto só: o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já que por aqui, assim como na maioria dos países civilizados, o homossexualismo já saiu do armário e é aceito socialmente. Qualquer ato de homofobia  é penalizado por lei. Porém a união em questão ainda é o grande desafio a ser conquistado, e tem agora no atual governo americano seu grande aliado, apesar do assunto começar a mostrar seus problemas.

 Primeiramente, mesmo que esteja na agenda democrata, populista e liberal do mandatário principal da nação, não há ainda nenhuma legislação federal para o assunto, e parece que não haverá em curto prazo, pois enquanto não houver leis que regulamentem o tema em cada estado da união, não passa para o âmbito federal. Isto já começou a gerar  confusão jurídica, pois só alguns estados votaram leis proibindo ou não a tão polêmica união, que dá aos casais homossexuais não apenas o direito da união civil, mas os mesmos direitos que os casais heterossexuais têm, inclusive sobre herança e adoção de filhos.

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Como Gerir as Finanças no Ministério em nossos Dias

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Como gerir as finanças no ministério em nossos dias

Por Asaph Borba

 

Recentemente foi postada uma lista em um blog na internet, que cita entre muitos nomes e valores, o meu nome, assim como o suposto valor do meu cachê. Após alguns tweeters  de indignação, resolvi aproveitar a oportunidade para trazer alguma luz sobre o assunto, podendo então realçar a verdade.

Se eu, algum dia tivesse cobrado para ministrar em qualquer igreja, não teria nenhum problema com a divulgação nem do fato de ter cobrado quanto o valor, pois vivo a verdade, mas como os dados divulgados não são verdadeiros, tenho a liberdade de abordar o tema de acordo com os princípios e entendimento que norteiam meu ministério nesta área. Este artigo não é uma defesa, nem tampouco tem a finalidade de agredir qualquer irmão que age ou pensa diferente de mim. Nem mesmo os que divulgaram os dados equivocados e imprecisos.

1 – De graça recebei de graça dai

Aprendi com meus pais espirituais, que o ministério sempre deve partir de nosso coração como uma dádiva, pois é um dom que recebemos do Senhor. Seja, cantando, pregando ou ministrando aos irmãos de qualquer forma, com qualquer que seja a arte, nossa atitude deve ser de dar. Atos 20:35 diz: Coisa mais bem aventurada é dar do que receber. O Servo de Deus deve ser dadivoso com a sua vida, priorizando o gastar-se por amor a Deus. Isto faço nestes 37 anos de ministério, indo por este mundo afora, sem colocar preço no dom dado por Deus, realçando assim a verdade e realidade de ser semelhantes a Jesus que nos deixou esta diretriz: De graça recebei de graça dai (Mateus 10:8). Nosso Pai é abundante e quando o princípio de dar e ministrar sem nada em troca é aplicado, nosso Deus segundo sua riqueza e glória a de suprir todas as necessidades. Quando cremos assim aprendemos gradativamente a gerir nosso ministério pela fé e não por aquilo que podemos receber dele.

2 – Digno  é o trabalhador de seu salário

Em Lucas 10:7 Jesus coloca este princípio. Todo aquele que se entrega ao serviço do Senhor deve receber dignamente deste trabalho. O mundo paga bem seus artistas cantores e profissionais. Trabalhei no início do meu ministério em uma das retransmissoras da rede Globo e era bem pago como supervisor de áudio. Tinha todas as regalias de um bom profissional  e era honrado. Isto, no mundo, está dentro do princípio de JUSTIÇA, e para Deus também. O mesmo Deus, que ensina dar, ensina honrar com dignidade, pois sua justiça é um princípio imutável da Palavra. E este é hoje, um dos grandes problemas na Igreja. A ausência da visão de abençoar com generosidade os ministérios, que muitas vezes nem são reconhecidos e em muitos casos os ministros são até mesmo explorados Na minha própria história tenho inúmeros casos de ter ido a lugares que nem  a passagem foi paga, oferta muito menos. Creio que isto já aconteceu com a maioria dos irmãos e irmãs, que encontraram no cachê uma maneira mais prática e segura de administrar o assunto. Não uso esta forma, mas não julgo nem condeno quem o faz.

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