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O Cristão e o “Impeachment”

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“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar” – 1 Crônicas 7:14 e 15

Nestes últimos dias a palavra mais falada no Brasil foi impeachment. Palavra importada do inglês que quer dizer: impedimento. O termo é usado para o ato de afastamento de seu cargo de um mandatário do executivo, municipal, estadual ou federal, de seu ou de um ministro STF, quando acontece alguma irregularidade que o impeça de continuar o seu mandato. Ao votar pela continuidade do processo de impedimento, a Câmara dos Deputados Federal, por grande maioria, entendeu que as pedaladas fiscais, crime majoritário pela qual a Presidente Dilma Rousseff está sendo acusada, são suficientes para a radical ação parlamentar. Junto com a discussão vem a polarização. De um lado os governistas gritando: golpe. Do outro os oposicionistas gritando: fora.

Mas qual será o lado certo? Se olharmos para o atual governo vamos ver inúmeras razões relacionadas à corrupção que envolve o governo do Partido dos Trabalhadores e seus aliados, em todos os níveis possíveis. Fora as delações e gravações trazidas à luz pela operação Lava Jato que desnudam ainda mais a política brasileira, que envergonham e descredibilizam a nação, mostrando que os avanços obtidos pelos últimos governos, tiveram o preço alto da roubalheira indiscriminada que está levando para o banco dos réus os principais executivos das maiores empresas nacionais.
Infelizmente a oposição que encabeça o impedimento, está também toda comprometida com os mesmos eventos de gestão fraudulenta. Até sobre alguns membros do judiciário, paira a desconfiança frente às tendências pro governistas demonstradas por alguns magistrados durante as votações do mensalão e mais recentemente na apuração das últimas eleições, e também, nas inúmeras delações, algumas delas gravadas e expostas ao público, que apontam para magistrados.

No meio de tudo isto está a Presidente Dilma Rousseff . Seu crime majoritário são as pedaladas fiscais. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a “pedalada fiscal” foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) e autarquias, como o INSS. O objetivo do Tesouro e do Ministério da Fazenda era melhorar artificialmente as contas federais. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores do que elas deveriam ser na prática e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas. Para os governistas, acostumados à contravenções maiores, o fato não tem importância, mas, como já se manifestou o judiciário: é crime sim. E é sério, pois é um dos fatores que está levando a economia brasileira para o buraco.

Assim sendo me pergunto, qual seria como cristão a minha posição. Golpe ou fora? Creio que ao se comprovar o crime de responsabilidade da mandatária brasileira, não é injusto concordar com o afastamento. Principalmente pelo fato de que ao ser impedida, Dilma Rousseff leva consigo uma máquina viciada e corrupta entranhada no poder por quase 15 anos, que está deixando marcas, econômicas e sociais, irreparáveis. Entretanto, se olharmos para o quadro sucessório, o horizonte não é promissor, pelo contrário, é igualmente preocupante. O projeto vigente de poder, que cai com o governo Lula/Dilma, pode continuar de igual ou pior maneira com os nomes que estão à porta querendo entrar. O Vice Presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowsky, não gozam da credibilidade nacional e internacional para realavancar o Brasil.

Portanto, como cristão meu posicionamento é de oração. Oração sem ódio ou partidarismo. Desejando unicamente que a justiça de Deus seja feita, pois sei que todo governo é permitido por ELE. Minha posição é de me humilhar debaixo da poderosa mão do Eterno, clamando que este cure nossa terra. Estar na brecha da intercessão por aqueles verdadeiramente comprometidos em trazer a criminalidade para a luz, a fim de que sejam guardados. E por fim, eu oro para que ninguém seja injustiçado, mas sim, todo aquele que semeou crime e corrupção, colha os frutos. Que ao terminar esse processo o Brasil esteja melhor e fortalecido em suas instituições e que os poderes satânicos que por certo, influenciam tudo isso, sejam repreendidos em nome de Jesus. Em vez de golpe ou fora, minha oração é: VENHA O TEU REINO E TUA JUSTIÇA, ÓH DEUS, SOBRE A NAÇÃO BRASILEIRA!

Asaph Borba

1 comentário

  • Carol disse:

    Que visão excelente! Me entristeceu muito nos últimos meses ver cantores que influenciaram em minha caminhada cristã com suas canções gritarem fora ou golpe. Não por exporem sua opinião, mas sim pelo ódio com que a opinião foi exposta. Ódio pela nossa presidenta, em outros ódio pelos pró impeachment. E me perguntava, será que alguma oração está sendo eficaz com todo esse ódio? Ao ler sua postagem, fico muito feliz pois você Asaph sempre foi muito querido e admirado por mim! Sem contar que esteve em incontáveis momentos me ajudando a ser uma cristã melhor através de sua música. Você não sabe, mas em minha caminhada andamos juntos por diversas vezes…rsrsrs. Oração sem ódio ou partidarismo, essa será minha resposta também quando me perguntarem de que lado estou! Grande abraço! Deus abençoe!

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