Arquivo de abril, 2016

O Cristão e o “Impeachment”

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“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar” – 1 Crônicas 7:14 e 15

Nestes últimos dias a palavra mais falada no Brasil foi impeachment. Palavra importada do inglês que quer dizer: impedimento. O termo é usado para o ato de afastamento de seu cargo de um mandatário do executivo, municipal, estadual ou federal, de seu ou de um ministro STF, quando acontece alguma irregularidade que o impeça de continuar o seu mandato. Ao votar pela continuidade do processo de impedimento, a Câmara dos Deputados Federal, por grande maioria, entendeu que as pedaladas fiscais, crime majoritário pela qual a Presidente Dilma Rousseff está sendo acusada, são suficientes para a radical ação parlamentar. Junto com a discussão vem a polarização. De um lado os governistas gritando: golpe. Do outro os oposicionistas gritando: fora.

Mas qual será o lado certo? Se olharmos para o atual governo vamos ver inúmeras razões relacionadas à corrupção que envolve o governo do Partido dos Trabalhadores e seus aliados, em todos os níveis possíveis. Fora as delações e gravações trazidas à luz pela operação Lava Jato que desnudam ainda mais a política brasileira, que envergonham e descredibilizam a nação, mostrando que os avanços obtidos pelos últimos governos, tiveram o preço alto da roubalheira indiscriminada que está levando para o banco dos réus os principais executivos das maiores empresas nacionais.
Infelizmente a oposição que encabeça o impedimento, está também toda comprometida com os mesmos eventos de gestão fraudulenta. Até sobre alguns membros do judiciário, paira a desconfiança frente às tendências pro governistas demonstradas por alguns magistrados durante as votações do mensalão e mais recentemente na apuração das últimas eleições, e também, nas inúmeras delações, algumas delas gravadas e expostas ao público, que apontam para magistrados.

No meio de tudo isto está a Presidente Dilma Rousseff . Seu crime majoritário são as pedaladas fiscais. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a “pedalada fiscal” foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) e autarquias, como o INSS. O objetivo do Tesouro e do Ministério da Fazenda era melhorar artificialmente as contas federais. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores do que elas deveriam ser na prática e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas. Para os governistas, acostumados à contravenções maiores, o fato não tem importância, mas, como já se manifestou o judiciário: é crime sim. E é sério, pois é um dos fatores que está levando a economia brasileira para o buraco.

Assim sendo me pergunto, qual seria como cristão a minha posição. Golpe ou fora? Creio que ao se comprovar o crime de responsabilidade da mandatária brasileira, não é injusto concordar com o afastamento. Principalmente pelo fato de que ao ser impedida, Dilma Rousseff leva consigo uma máquina viciada e corrupta entranhada no poder por quase 15 anos, que está deixando marcas, econômicas e sociais, irreparáveis. Entretanto, se olharmos para o quadro sucessório, o horizonte não é promissor, pelo contrário, é igualmente preocupante. O projeto vigente de poder, que cai com o governo Lula/Dilma, pode continuar de igual ou pior maneira com os nomes que estão à porta querendo entrar. O Vice Presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowsky, não gozam da credibilidade nacional e internacional para realavancar o Brasil.

Portanto, como cristão meu posicionamento é de oração. Oração sem ódio ou partidarismo. Desejando unicamente que a justiça de Deus seja feita, pois sei que todo governo é permitido por ELE. Minha posição é de me humilhar debaixo da poderosa mão do Eterno, clamando que este cure nossa terra. Estar na brecha da intercessão por aqueles verdadeiramente comprometidos em trazer a criminalidade para a luz, a fim de que sejam guardados. E por fim, eu oro para que ninguém seja injustiçado, mas sim, todo aquele que semeou crime e corrupção, colha os frutos. Que ao terminar esse processo o Brasil esteja melhor e fortalecido em suas instituições e que os poderes satânicos que por certo, influenciam tudo isso, sejam repreendidos em nome de Jesus. Em vez de golpe ou fora, minha oração é: VENHA O TEU REINO E TUA JUSTIÇA, ÓH DEUS, SOBRE A NAÇÃO BRASILEIRA!

Asaph Borba