Arquivo de janeiro, 2015

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE

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A instituição mais linda de Deus é a família. O núcleo base da existência humana formada pelo Criador contendo um pai, mãe e filhos. Tudo porém, começa com a união de um homem e uma mulher, ao que chamamos de casamento. Por vários milênios, o matrimônio manteve-se intocável, protegido pelas diferentes culturas, que entendiam ser esta, uma instituição sagrada. No mundo ocidental, as crenças, tanto de judeus como de cristãos, mantiveram-se unidas na proteção da sagrada união, o que trouxe à mesma, uma estabilidade de quase dois mil anos, mesmo com o surgimento da poligamia islâmica, no sexto século DC.

No século vinte, entretanto, o casamento começou a sofrer diversos abalos, que não foram maiores, em função da firmeza dogmática da Igreja Católica e de alguns segmentos evangélicos. Infelizmente, no final da última década do século passado, que foi também o final do segundo milênio DC, o assunto tomou outro rumo. A Europa e Estados Unidos, já há muito acolhiam o divórcio. A televisão e o cinema foram exportando a ideia devagar pelo mundo afora. Conjugado às transformações políticas, criadas nos estados cada vez mais laicos, isto é, que separam igreja e estado, o divórcio logo estendeu-se rapidamente aos demais continentes.

O último baluarte eram as igrejas cristãs, que inclui também a católica, para quem, divórcio nem pensar. No Brasil a princípio, o desquite foi por muitos anos, uma possibilidade de separação, que dificultava o recasamento até que o divórcio chegou para ficar e entrou sem pedir licença nas igrejas, pela porta da frente. Os evangélicos sofrem mais que os católicos, pelo fato de os padres não serem casados, como são os pastores, segmento onde o número de divorciados cresce assustadoramente. Além dos pastores, temos também cantores e cantoras, políticos cristãos de todos os escalões, e membros das igrejas em geral, que vendo o exemplo de seus guias, buscam solucionar dessa forma seus dilemas de família. Vi o comunicado de uma artista cristã declarando: depois de muita oração e conselho, o melhor para mim, meu marido e nossos filhos foi o divórcio. O que espanta mais ainda, é o silêncio sepulcral sobre o assunto. Mesmo os apologistas mais ferrenhos da fé, que tem voz e visibilidade, se calam frente ao assunto. Porém este silêncio vai cobrar seu preço na próxima geração, que está vendo e sofrendo os danos causados por seus pastores, líderes e principalmente por seus pais e mães que tomam este caminho.

Mas o que a Bíblia diz sobre o assunto? O livro de Gênesis começa trazendo o fundamento:
Gênesis 2:24. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne.
Moisés flexibiliza o divórcio por causa de descontentamentos e dureza de coração, como disse Cristo em Mateus 19:7 e 8 – Replicaram- lhe:Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu- lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.

Malaquias 2: 13 a 16 – Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão. E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança…..Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.

Mateus 9 a 12 – Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério. Disseram- lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu:Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.

Lucas 16:18 – Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.
Romanos 7:2,3 – Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir- se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
I Coríntios 7:10 a 14 – Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido se, porém, ela vier a separar- se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido; e que o marido não se aparte de sua mulher.
I Coríntios 7:39 – A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.

Se você está com problemas em seu casamento tem que morrer para si mesmo, a palavra de Deus é bem clara, e não precisa ser explicada.
Muitos querem mudar de esposa ou marido para serem felizes e constantemente se ouve a frase: eu mereço ser feliz. Digo entretanto que muito além de ser feliz Deus quer que sejamos santos. Por mais que queiramos contemporizar o tema, a perspectiva divina sobre o assunto não mudou.

ASAPH BORBA

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