Arquivo de março, 2014

PELAS VILAS E CIDADES

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“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Mateus 9.35 a 37)
evangelhoNesses dias tive a alegria de exercer o ministério como Jesus o fazia. Cada dia em uma cidade, levando a palavra e o amor de Deus, junto com meu amigo e irmão, Rodrigo Gutierrez de Umuarama, acompanhado também por minha esposa Rosana e filha Aurora. Passamos pelos vastos campos do interior do Paraná, repletos de plantações de trigo, milho e soja e vendo esta paisagem as palavras de Cristo não saíam do meu coração: “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”.

Conversando com os pastores de cada localidade, pode-se ver o quanto estão sozinhos. “Dificilmente alguém aparece para ministrar e abençoar estas pequenas igrejas”, declarou um deles. Frequentemente tentam contatar cantores e artistas gospel, assim como proeminentes pregadores dos grandes centros, mas raros se dispõem a encarar as horas de carro e os poucos recursos disponíveis para a missão.
Entretanto, esse tipo de ministério não começou agora em minha vida. Meus pastores, Erasmo Ungaretti e Moysés Moraes faziam isso nos primeiros anos de nossa comunidade, e constantemente me levavam com eles. Casualmente, diversas vezes viemos nessa mesma região do Oeste do Paraná, disseminando avivamento, sempre com o intuito de abençoar as cidades e povoados do vasto interior de nosso país.
Aprendemos muito nesses rincões. Esses pastores fiéis e comprometidos com Deus que plantam suas vidas com o objetivo único de salvar gente simples, que vai povoar o céu, são fontes de inspiração. Verdadeiros heróis da fé, anônimos para o mundo evangélico, mas íntimos de Deus.

Assim, quando ergo meus olhos e vejo os campos, não vislumbro apenas os países longínquos do Oriente Médio que visito anualmente, nem tampouco os exóticos Nepal e Senegal agendados para este ano, mas vejo também essas infinitas cidades e povoados a onde por certo deixo também um pedacinho do coração para poder voltar em breve.