Arquivo de abril, 2013

AMAR OU TOLERAR

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Amar ou tolerar
Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós , não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer, nem por sórdida ganância , mas de boa vontade nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o supremo pastor se manifestar, recebereis a grandiosa coroa de glória”. 1 Pe.5.2-4
Como pastores do rebanho do Senhor sempre teremos que nos deparar com este dilema: pastorear aqueles que ninguém gostaria de pastorear, amar e conviver. Estamos acostumados em buscar a fácil tarefa de fazer o que é mais simples, de preferência junto às pessoas de convivência amistosa e que não nos trazem problemas, trabalho ou conflitos. A grande questão é: Amar ou tolerar?
Experimento este dilema no Oriente Médio, onde tenho um convívio muito próximo, a mais de quinze anos, com a comunidade muçulmana. Olhando de perto a cultura, a maneira como tratam as mulheres e a fé radical, o sentimento mais forte frente a isso tudo é a aversão, que leva qualquer um de nós à manutenção de uma distância regulamentar, sem maiores envolvimentos, principalmente, depois dos atentados às Torres Gêmeas que colocaram a opinião pública contrária a tudo que diz respeito ao Islã.
No Brasil, assim como nos Estados Unidos, estão cada dia mais fortes as discussões acerca da posição da igreja frente a um outro grupo controverso e difícil de ser pastoreado: os homoafetivos. As demandas e imposições feita por esta minoria, assim como suas práticas, nos causam  repulsa, fazendo com que o embate de opiniões e a dificuldade do convívio, mesmo em uma sociedade democrática,  se torne cada vez mais difícil. Mas a pergunta é sempre a mesma: Quem vai alcança-los com a mensagem do amor de Cristo? Quem vai pagar o preço pela caminhada de amor e não apenas de tolerância?
Podemos também, colocar um outro segmento nesta análise: os católicos. Por muitos séculos os seguidores do Vaticano e os evangélicos, frutos da reforma e  movimentos separatistas dos séculos 15 e 16, trocam farpas que impedem a aproximação e o convívio. Minha pergunta é: até quando? Na igreja de Roma um grupo considerável de fiéis já se assemelha em fé e prática do ortodoxismo evangélico, levando a uma proximidade sem precedentes principalmente do segmento carismático.
Para que Cristo volte, algo vai ter que acontecer. Estes grupos citados por mim e muitos outros, por uma obra divina, serão aproximados, não para pensarem e praticarem o que gostaríamos, mas, para juntos nos achegarmos a Cristo e ao Espírito Santo que realizará a obra de transformação em cada coração.
Os primeiros discípulos de Cristo tinham este dilema. Para Pedro e seus pares, gentios, nem pensar. Eram tolerados de longe. Mesmo depois do evento na casa de Cornélio, estes, fora da comunidade judaica, só poderiam ser aceitos se fossem circuncidados. Paulo foi então, levantado por Deus para alcançar os impastoreáveis gentios, e por isso, temos hoje a verdade de Deus e o amor de Cristo nos confins da terra. Acredito que, algo assim, como ocorreu no passado, terá que acontecer também em nossos dias. Ainda temos muitas exigências, assim como os judeus o tinham, para que os de difícil convivência e aceitação, que estão fora de nosso contexto, possam ter a confiança para então, se aproximarem de nossa pregação sem preconceitos.
Temos portanto, que nos preparar para a hora em que Deus vai abrir as portas, as quais deveremos aproveitar com sabedoria, amor e muita responsabilidade. Eu sei que é uma tarefa árdua, para fazermos com que as barreiras que nos separam de um grande contingente de ovelhas sem pastor, que parece hoje ser impastoreável, possa então, em um futuro próximo, ser abençoado por nós. A questão para o pastor é sempre a mesma: amar ou tolerar.
Asaph Borba

Asaph Borba comenta profecia recebida durante o Congresso de Louvor e Adoração

1 comentário

O Congresso de Louvor e Adoração Diante do Trono está repleto de momentos emocionantes e um deles aconteceu na tarde do segundo dia do Congresso (29/3). O ministro de louvor Asaph Borba com 35 anos de ministério recebeu uma profecia da doutora Cindy Jacobs. Confira aqui como foi esse momento.

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Lagoinha.com: Você recebeu uma profecia da doutora Cindy Jacobs sobre uma escola de música para deficientes auditivos. O que essa palavra representou para o seu ministério?

Asaph Borba: Foi um momento inusitado e nos repercutiu como uma resposta de oração que estávamos (minha esposa e eu) aguardando da parte de Deus. Estávamos perguntando a Deus sobre o que ele tinha para nós nesse tempo e foi como se uma luz iluminasse tudo. Cindy não sabia, mas minha esposa é formada em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem especialização em ensino para crianças especiais.

Lagoinha.com: Você já participou de outros Congressos do Diante do Trono. O que tem de diferente na edição deste ano?

Asaph Borba: Acredito que estamos vivendo outro contexto. Acho que Deus está fazendo algo novo, influenciando a visão da adoração no Brasil. Acredito que a visão torna-se um referencial para os ministros do que é adoração. Na medida que as pessoas compreendem o que está sendo falado, elas mudam, transformando o sentido do Louvor.

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Lagoinha.com: Você lançou recentemente o livro “Adoração: Quando a Fé se Torna Amor”. Você acredita que a igreja brasileira precisa aprender mais sobre esse assunto?

Asaph Borba: Sem sombra de dúvidas. As pessoas precisam aprender muito mais sobre esse assunto, porque muitas delas acham que adoração é apenas músicas cantadas. Mas adoração é um estilo de vida. Elas precisam deixar de ter ministros de louvor como ídolos e passarem a vê-los como servos. A idolatria infelizmente faz parte da cultura brasileira, e isso precisa mudar. É preciso amar sem idolatrar.

Para adquirir o livro, acesse o site www.adorar.net

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